Absconditum Mentis: maio 2011

29 de mai. de 2011

Albert Einstein



"Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada."

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."

23 de mai. de 2011

P.K.Dor

Frio...frio
Abro os olhos e me descubro deitado no chão ao lado de outra garota estranha com o rosto de anjo, que me enjoa, levanto com dificuldade vejo que me encontro em uma garragem com o chão sujo de óleo.
Pelo corpo semi-nu da garota cálculo que seja mais nova do que deveria, o que me assusta de um jeito exitante. Observando com mais atenção e noto que ha sangue em baixo dela, no local da genitária cena que me causa extrema satisfação.

Mas não poderia ficar admirando meu ato que nem ao menos lembro de te-lo feito, então por motivos obvios sai olhando para todos os lados temendo que houvesse algum pai presente. Mas a casa me parecia vazia, me sentia tão anestesiado que nem parei para observar a casa.

Corpo pesado, andando zonzo achei a porta de saida, me senti livre,  logo estaria bem longe. Mas me dei conta de que nem sabia onde diabos estava, sentei na calçada e sem querer pensei naquele rosto adormecido, o que me causou muito enjôo, ajoelhei e vomitei tudo que sobrou da noite.
Mais tarde peguei um táxi informei o destino, e adormeci. Sem saber como, acabei acordando em minha cama, ouvi uma voz conhecida concerteza minha irmã. No meu pequeno apartamento  com as paredes pixadas, respirei fundo me sentindo seguro, louco para ver onde iria parar no dia seguinte, fechei os olhos e voltei a dormir.

19 de mai. de 2011

Turbulência

"Queria ser como o vento...livre. Para poder fugir de tudo isso". Foi que dizia enquanto sua pele enbranquecia e seus olhos tornavam-se cada vez mais distantes, já não olhava mais para lugar algum mesmo que seu olhar transmitisse um pensamento reflexivo sobre as estrelas, com o rosto virado para o alto.

Em minhas pequenas mãos sentia o sangue ainda quente, e tudo que havia ficado em minha mente era "Já disse e repito meu amor por você será eterno", palavras arrancadas por mim tantas vezes para me convencer de que mesmo não tendo daquele sangue que agora via escorrer pelos meus dedos, eu seria amada. So consigo ver o rosto dela nesse momento. Mas sei das luzes, cirenes e das pessoas que nos cercam, abraço-a fortemente sentindo minha face aquecida pelo excesso de dor que transbordou dos olhos, e os braços doendo pelo choque dos dois carros. Ouço a voz do dêmonio embriagado que apagou a vela que me iluminava e jamais voltaria a acender.

Gritei, o mais alto que consegui com o pouco fôlego que restava "Ja esta livre", fechei seus olhos sem brilho. Logo vieram os monstros que me aterrorizavam de noite, vestidos com uniformes me separam dela, mas ja sabia que eles viriam. Ela viro o vento e eu fiquei.

The Crow

The Diary of Anton - I

Sentado no chão tentando decidir qual seria meu grande ato do dia, tendo como companhia uma garrafa de vinho. Sem copo, camisa, sem destino....mas para que pensar em uma coisa tão incerta como o destino.
Tudo em que penso no momento é invadir e conquistá-lo, e encaro com raiva a parede riscada à minha frente como se fosse o muro de Berlim que dividi o meu apartamento e o dele.
Transpirando fecho os olhos quando ouço o som da voz que ecoa do lar vizinho, voz forte e determinada, delirando de prazer viro a garrafa na boca sentindo seu conteúdo descer pela garganta, imaginando como seria sentir as belas curvas firmes de seu corpo em minhas mãos, inclino a cabeça encostando-a no sofá, respirando com mais dificuldade ouço seus passos, momento que faz o chão não parecer tão frio como estava antes.

De repente abro os olhos assustado sem fôlego como se tivesse gozado em uma longa noite de amor, me apoio no sofá levantando zonzo em direção a porta, alguém ousou me tirar dessa  viagem de prazer batendo na porta, oras... quem bateria a porta às oito da manhã?. Abro a porta e logo sinto que minhas pernas perderam as forças.

- Desculpa, mas sempre ouço sua voz logo cedo, então achei que não se incomodaria.

- Tu...Tudo bem.

Tentando disfarçar meu rosto avermelhado e a felicidade infantil que me tomou por completo por ser o primeiro a falar com ele naquela manhã. Dia primeiro de maio, com certeza será, uma data marcada como a melhor da minha vida. Conversa breve, pois viajaria para Itália com uma de suas amantes e precisava que alguém tomasse conta de seu apartamento e do mascote, um gato chamado Kronos, único que possuía o amor de seu dono, amor cobiçado por mim que logicamente odiava ter rivais....