"Queria ser como o vento...livre. Para poder fugir de tudo isso". Foi que dizia enquanto sua pele enbranquecia e seus olhos tornavam-se cada vez mais distantes, já não olhava mais para lugar algum mesmo que seu olhar transmitisse um pensamento reflexivo sobre as estrelas, com o rosto virado para o alto.
Em minhas pequenas mãos sentia o sangue ainda quente, e tudo que havia ficado em minha mente era "Já disse e repito meu amor por você será eterno", palavras arrancadas por mim tantas vezes para me convencer de que mesmo não tendo daquele sangue que agora via escorrer pelos meus dedos, eu seria amada. So consigo ver o rosto dela nesse momento. Mas sei das luzes, cirenes e das pessoas que nos cercam, abraço-a fortemente sentindo minha face aquecida pelo excesso de dor que transbordou dos olhos, e os braços doendo pelo choque dos dois carros. Ouço a voz do dêmonio embriagado que apagou a vela que me iluminava e jamais voltaria a acender.
Gritei, o mais alto que consegui com o pouco fôlego que restava "Ja esta livre", fechei seus olhos sem brilho. Logo vieram os monstros que me aterrorizavam de noite, vestidos com uniformes me separam dela, mas ja sabia que eles viriam. Ela viro o vento e eu fiquei.
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