Absconditum Mentis: 2011

3 de set. de 2011

Ja estava sem fôlego possuindo seu corpo acinzentado e gélido.
Hum..nossa noite de amor pode ser comparado com um conto de Noites na Taverna ? Talvez, mas sem me importar com seus olhos cadavéricos, mergulhei no prazer proibido que me fornecia aqueles jovens seios.
Como uma boneca em meus braços, me via na liberdade de coloca-la de todas as formas que quisesse, para meu  deleite.Claro que tinha em mente "Isso não é certo" no fim nada é, mesmo sendo verdade ainda a quero ...mesmo depois da vida.

18 de jul. de 2011

"Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade"


By: Joseph Goebbels

4 de jul. de 2011

Sorte

Olhava para todos transbordando arrogância, como se ninguém valesse mais que a um verme, a não ser ele mesmo. Nunca seria preso por seus pecados que eram tantos, o rei do mundo se via livre de toda e qualquer lei.
Seu terno armani deixava claro sua respeitavel postura, além de seu charuto cubano legítimo. Nos labios seus brancos dentes, sorrindo cinicamente sem preocupações.

- Maldito Narciso !

Graças a esse ser desgraçado me via em uma situação pior que de um animal largado ao relento, perdi tudo, por ele invejar minha felicidade. Felicidade que para o grande senhor era proibida aos plebeus.
Tomou-me então a esposa, o emprego e minha pobre casa. Mas cometeu um grande erro me deixou vivo, até mesmo um deus erra.

Como auxiliar de limpeza consegui entrar em seu imenso escritório, que sorte, a sala era aprova de som, provavelmente Narciso não gostava de ouvir o som dos mortais. Esperei por ele atras da mesa segurando nas mãos tremulas um revólver que me vi obrigado a roubar de meu tio que me acolheu, sentindo uma imensa sede pelo sangue azul de meu carrasco. Logo tudo teria um final feliz.

2 de jun. de 2011

The Diary of Anton - II

Me livrei da pequena criatura que se encontrava em meu caminho, não sentia preocupações afinal era so dizer que o bichano tinha sumido ou sido morto por algum vizinho que odiava suas cantorias noturnas.
Depois de me limpar, passei uma boa parte do dia mechendo em todos os seus pertences. Meu maior achado foi a gaveta de roupas intimas, onde para minha tristeza haviam fotos de mulheres nuas, provavelmente as vadias que se deitavam com ele. Me senti incapaz de te-lo, ja que obviamente eu não tinha nem seios e muito menos vagina o que me deixo irritado, e com esse sentimento cravado no peito, rasguei todas as imagens pertubadoras rindo como insano, um dia ele vai preferir a mim claro que ira, nem que seja pela força. Em uma gaveta do criado mudo encontro um pouco de pó branco em um pequeno recipiente.

-Claro!Apenas drogado para querer dormir com um bando de putinhas.

Não me sentiria feliz assim nem se fosse uma criança no parque da Disney. Vestindo suas roupas, desarrumando e arrumando a cama varias vezes, fingindo estar com ele sobre ela, suando frio, rindo sozinho e gemendo loucamente. Moldei meu proprio ceu, e nele consegui a plena felicidade que muitos nunca poderam possuir, não me sentia mas um casmurro.
Cansado a ultima coisa que via era o crepúsculo, dando-me conta que ja era quase noite fechei os olhos respirando com um pouco de dificuldade, meu corpo nu suado em sua cama e um sorriso congelado no rosto, pegando em um sono tranquilo.

Red Light

Bravo comigo mesmo chuto a porta, do lado de fora no frio dos diabos. Droga esqueci a maldita chave de novo!!! Mas sei que Heric está acordado, irmão mas velho uma ova,  tudo que quero é que ele suma da minha vida. E aquela garota continua me olhando pela janela de seu quartinho, mesmo que não queira, acabo trocando olhares com ela.

- Heric...vagabundo, abre essa maldita porta seu animal, trabalhei o dia todo tô cansado, seu vadio!

Tudo que ouço é o som da minha própria respiração e a dela, com aquele rosto de menina me encarando, com a visão limitada, apenas consigo um close da sua cintura para cima. Merda, de frio, da pra ver a fumaça saindo do meu nariz, o que me deixa com a boca seca por um cigarro, quase sinto o gosto. Desisto de tentar fazer o desgraçado abrir a porta, então, apenas fico batendo a cabeça na parede de leve.
Olhando para os lados, sorrio sentindo que havia descoberto uma luz, a causa dessa alegria repentina é perceber que ela está sozinha. Papai e mamãe saíram, Chapeuzinho tá sozinha e o lobo está muito afim de comê-la.
 Ando até a casa dela, determinado bato com força na porta, chego a ficar ofegante imaginando o que aconteceria, dá para ouvir os pézinhos correndo até mim, um rostinho corado logo aparece em minha frente.

- Meu irmão malvado me deixou pra fora! Deixa eu mimi com você?

- Não fala assim comigo, não sou criança!

- E quantos anos você tem?

- O suficiente.

-Hum.

Entro de uma vez, agarrando-a pela cintura, cravando levemente meus dentes em seu pescoço macio e quente. Dava pra sentir as batidas do coração, o melhor foi ouvir de tão perto aquele gemidinho, fechei a porta com o pé para não perder nenhum segundo...

29 de mai. de 2011

Albert Einstein



"Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z. O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada."

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."

23 de mai. de 2011

P.K.Dor

Frio...frio
Abro os olhos e me descubro deitado no chão ao lado de outra garota estranha com o rosto de anjo, que me enjoa, levanto com dificuldade vejo que me encontro em uma garragem com o chão sujo de óleo.
Pelo corpo semi-nu da garota cálculo que seja mais nova do que deveria, o que me assusta de um jeito exitante. Observando com mais atenção e noto que ha sangue em baixo dela, no local da genitária cena que me causa extrema satisfação.

Mas não poderia ficar admirando meu ato que nem ao menos lembro de te-lo feito, então por motivos obvios sai olhando para todos os lados temendo que houvesse algum pai presente. Mas a casa me parecia vazia, me sentia tão anestesiado que nem parei para observar a casa.

Corpo pesado, andando zonzo achei a porta de saida, me senti livre,  logo estaria bem longe. Mas me dei conta de que nem sabia onde diabos estava, sentei na calçada e sem querer pensei naquele rosto adormecido, o que me causou muito enjôo, ajoelhei e vomitei tudo que sobrou da noite.
Mais tarde peguei um táxi informei o destino, e adormeci. Sem saber como, acabei acordando em minha cama, ouvi uma voz conhecida concerteza minha irmã. No meu pequeno apartamento  com as paredes pixadas, respirei fundo me sentindo seguro, louco para ver onde iria parar no dia seguinte, fechei os olhos e voltei a dormir.

19 de mai. de 2011

Turbulência

"Queria ser como o vento...livre. Para poder fugir de tudo isso". Foi que dizia enquanto sua pele enbranquecia e seus olhos tornavam-se cada vez mais distantes, já não olhava mais para lugar algum mesmo que seu olhar transmitisse um pensamento reflexivo sobre as estrelas, com o rosto virado para o alto.

Em minhas pequenas mãos sentia o sangue ainda quente, e tudo que havia ficado em minha mente era "Já disse e repito meu amor por você será eterno", palavras arrancadas por mim tantas vezes para me convencer de que mesmo não tendo daquele sangue que agora via escorrer pelos meus dedos, eu seria amada. So consigo ver o rosto dela nesse momento. Mas sei das luzes, cirenes e das pessoas que nos cercam, abraço-a fortemente sentindo minha face aquecida pelo excesso de dor que transbordou dos olhos, e os braços doendo pelo choque dos dois carros. Ouço a voz do dêmonio embriagado que apagou a vela que me iluminava e jamais voltaria a acender.

Gritei, o mais alto que consegui com o pouco fôlego que restava "Ja esta livre", fechei seus olhos sem brilho. Logo vieram os monstros que me aterrorizavam de noite, vestidos com uniformes me separam dela, mas ja sabia que eles viriam. Ela viro o vento e eu fiquei.

The Crow

The Diary of Anton - I

Sentado no chão tentando decidir qual seria meu grande ato do dia, tendo como companhia uma garrafa de vinho. Sem copo, camisa, sem destino....mas para que pensar em uma coisa tão incerta como o destino.
Tudo em que penso no momento é invadir e conquistá-lo, e encaro com raiva a parede riscada à minha frente como se fosse o muro de Berlim que dividi o meu apartamento e o dele.
Transpirando fecho os olhos quando ouço o som da voz que ecoa do lar vizinho, voz forte e determinada, delirando de prazer viro a garrafa na boca sentindo seu conteúdo descer pela garganta, imaginando como seria sentir as belas curvas firmes de seu corpo em minhas mãos, inclino a cabeça encostando-a no sofá, respirando com mais dificuldade ouço seus passos, momento que faz o chão não parecer tão frio como estava antes.

De repente abro os olhos assustado sem fôlego como se tivesse gozado em uma longa noite de amor, me apoio no sofá levantando zonzo em direção a porta, alguém ousou me tirar dessa  viagem de prazer batendo na porta, oras... quem bateria a porta às oito da manhã?. Abro a porta e logo sinto que minhas pernas perderam as forças.

- Desculpa, mas sempre ouço sua voz logo cedo, então achei que não se incomodaria.

- Tu...Tudo bem.

Tentando disfarçar meu rosto avermelhado e a felicidade infantil que me tomou por completo por ser o primeiro a falar com ele naquela manhã. Dia primeiro de maio, com certeza será, uma data marcada como a melhor da minha vida. Conversa breve, pois viajaria para Itália com uma de suas amantes e precisava que alguém tomasse conta de seu apartamento e do mascote, um gato chamado Kronos, único que possuía o amor de seu dono, amor cobiçado por mim que logicamente odiava ter rivais....