Absconditum Mentis: The Diary of Anton - I

19 de mai. de 2011

The Diary of Anton - I

Sentado no chão tentando decidir qual seria meu grande ato do dia, tendo como companhia uma garrafa de vinho. Sem copo, camisa, sem destino....mas para que pensar em uma coisa tão incerta como o destino.
Tudo em que penso no momento é invadir e conquistá-lo, e encaro com raiva a parede riscada à minha frente como se fosse o muro de Berlim que dividi o meu apartamento e o dele.
Transpirando fecho os olhos quando ouço o som da voz que ecoa do lar vizinho, voz forte e determinada, delirando de prazer viro a garrafa na boca sentindo seu conteúdo descer pela garganta, imaginando como seria sentir as belas curvas firmes de seu corpo em minhas mãos, inclino a cabeça encostando-a no sofá, respirando com mais dificuldade ouço seus passos, momento que faz o chão não parecer tão frio como estava antes.

De repente abro os olhos assustado sem fôlego como se tivesse gozado em uma longa noite de amor, me apoio no sofá levantando zonzo em direção a porta, alguém ousou me tirar dessa  viagem de prazer batendo na porta, oras... quem bateria a porta às oito da manhã?. Abro a porta e logo sinto que minhas pernas perderam as forças.

- Desculpa, mas sempre ouço sua voz logo cedo, então achei que não se incomodaria.

- Tu...Tudo bem.

Tentando disfarçar meu rosto avermelhado e a felicidade infantil que me tomou por completo por ser o primeiro a falar com ele naquela manhã. Dia primeiro de maio, com certeza será, uma data marcada como a melhor da minha vida. Conversa breve, pois viajaria para Itália com uma de suas amantes e precisava que alguém tomasse conta de seu apartamento e do mascote, um gato chamado Kronos, único que possuía o amor de seu dono, amor cobiçado por mim que logicamente odiava ter rivais....

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